DICA RDP Abastecimento Após o Desarme da bomba
Atualizada em: 11/04/2019 12:58

Quem nunca pediu para o frentista do posto de combustível abastecer o tanque do veículo após o desarme da bomba para ganhar um pouquinho de combustível extra?
Pois é, mas saibam que esse costume é proibido por lei, desde 2016 está em vigor alguns procedimentos de segurança contra a exposição ao benzeno (um dos componentes do combustível nocivo à saúde) e dentre eles, essa prática está totalmente proibida.


Segundo a PORTARIA MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO - MTPS Nº 1.109 DE 21.09.2016 cláusula 9.5, alínea D:

 

"enchimento de tanques veiculares após o desarme do sistema automático, referido no item 9.4, exceto quando ocorrer o desligamento precoce do bico, em função de características do tanque do veículo;"

 

Dentro do intuito de combater a exposição ao benzeno, proibir o abastecimento após o desarme da bomba faz com que o frentista não entre em contato direto com o componente, ja que a trava de segurança serve para proteger o filtro do tanque do veículo.

Além do risco à saúde do frentista, esse hábito pode ser prejudicial para o veículo também, já que dentro do tanque, há uma peça chamada "cânister", que serve para filtrar as emissóes de vapor liberadas pelo veículo, quando enchido até além da trava de segurança, o combustível pode vazar e entrar em contato com o cânister, e isso pode fazer com que partículas de carvão existente dentro dele, entrem dentro do tanque, podendo causar falhas no sistema de injeção.

 

Outro risco é a possibilidade do combustível vazar para fora do tanque, escorrendo pela lataria do veículo, podendo causar danos e entrar em contato direto com o frentista e até mesmo com o cliente. Nesse caso o ideal é que o líquido seja limpo apenas com papel toalha.

 

A lei é voltada diretamente para as empresas, sendo que o não abastecimento após o desarme da comba é um ato que deve partir do próprio frentista, porém, vai também do motorista ter consciência e não insistir para que o mesmo seja feito.